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Meu perfil BRASIL, Nordeste, FORTALEZA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Casa e jardim, Livros, Família ICQ - 172487170 |
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E as bruxas estão soltas no seu dia...acordei triste, muito triste. Sei bem o motivo, a junção do meu estado emocional pós-decisão de separar com a ausência do grande amor...
Ontem, mais uma vez, me senti desprezada por ele...Na hora me deu muita raiva, mas depois silenciei meu coração e rezei. Pedi a Deus que me mostrasse um sinal concreto de que esse amor existe, afinal, pode ser uma ilusão da minha mente, pra tornar menos dolorosa a separação...quem sabe?
O fato é que não consigo esquece-lo um só momento. Tento me distrair, leio livros, faço meu trabalho, mas minha vontade é de ouvir sua voz ao telefone, ao menos um alô...
Estou respeitando seu momento, não vou mais mandar-lhe mensagens por celular ou e-mails, nem tampouco ligar pro celular ou iniciar uma conversa pelo MSN, mas como me dói a sua falta...
Chego mesmo a questionar se tudo isso vale a pena...questionar se esse amor não seria uma ilusão, uma "muleta" ante a dificuldade que é a separação. Mas essa dúvida só dura uma pequena fração de segundos...Amo, sempre amei e acho que sempre vou amar...Mas está sendo difícil conviver com esse desprezo.
Aliás, alguém já disse que o amor precisa ser cultivado, sob pena de morrer. Será que isso pode ocorrer também com um amor verdadeiro? De tanto tempo? Não sei, mas temo descubrir a resposta em breve.
Ela resolveu assumir os riscos de uma nova vida.
Novamente solteira, ela agora encara de frente um dos desafios mais difíceis de sua vida: o ex-marido virá conversar sobre os bens deles e pegará também nessa mesma data suas coisas (roupas e livros).
Difícil pra ela, que idealizou um casamento pra vida inteira, mas que na realidade dura do quotidiano encontrou muitas pedras e farpas, problemas assumidos sozinhos por ela, enquanto o então marido fugia da realidade, escondendo-se em uma casca grossa demais pra que ela penetrasse.
Sim, ela o amou. Casou acreditando nesse amor. Mas, infelizmente (?), esse amor acabou. Em seu lugar, um vazio que precede aquele que será o dia mais difícil de sua vida.
Como fruto desse amor, uma criança linda e abençoada, que é hoje a razão de viver dela.
Ela ainda busca se encontrar. Não consegue entender certas coisas, certos silêncios, certas pessoas...Mas vai em frente, sem olhar pra trás, embora com a visão um pouco embaçada pelas lágrimas que teimam em cair....
EDITADO: Orgulho...eita palavrinha danada...ela deixa seu orgulho de lado pra falar de si mesma, de sua vida...expõe-se ao extremo...por outro lado, percebe que este mesmo orgulho, que ela teima em coibir da sua vida, está se colocando entre ela e alguém muito especial...Se não for isso, ela não sabe o que poderia ser...E, mais uma vez, um grande amor pode deixar de acontecer por orgulho...Não depende mais dela...Ela apenas respeita o que lhe foi pedido, na esperança de que tudo se resolva da melhor maneira possível...
Dia de Mucuripe! Dia de anunciar ao ex-marido a troca das chaves e de vê-lo definitivamente fora da casa. Dia do Servidor Público - Dia de Fórum fechado. Dia sem quase nada pra fazer no trabalho. Dia de enxaqueca. Dia de conversa com um amigo muito especial. Dia de troca de confidências íntimas entre nós. Dia que promete muito ![]()
Ia me esquecendo rs, dia de SEX ON THE BEACH!!! (calma, não é bem isso que você está pensando, mente poluída rsrs - trata-se da melhor bebida de todos os tempos: vodka, groselha, suco de laranja e suco de pêssego)....![]()
Hoje ela está feliz! Muito feliz! Mudou seu perfil no orkut, agora assumiu que está solteira.
Conversou com sua mãe e recebeu todo o apoio pra curtir o reveillon em Pipa na companhia do pessoal do escritório. Vibrou com a notícia - quanto tempo sem viajar, pensa ela, já antecipando as coisas maravilhosas de Pipa, cidade que ela já conhece e que lhe trás lembranças memoráveis.
Resolveu também que sexta feira a noite irá sair com as amigas. Sim, sua amiga Denise, a mesma que deixou comentário tão carinhoso, será sua comenheira de Mucuripe na sexta a noite. E ela nem lembra mais quanto tempo não frequenta uma boate...
Feliz. Ela assume sua felicidade, com um belo sorriso no rosto, um brilho novo no olhar e a certeza de que tudo em sua vida será melhor de agora por diante!
Ela segurou a pequena caixa com mensagens da Bíblia, orou com fé e retirou seu versículo para hoje: "Entretanto, farei vir sobre vós saúde e cura; sararei o me povo, e lhe manifestarei abundância de paz e verdade."
Era tudo o que ela queria e precisava ouvir: verdade.
O ex-marido a convidou para o almoço. Ela, num impulso, aceitou. Foram ao restaurante a quilo.
Após a refeição ele pergunta se pode falar com ela e ela, claro, aceita. Falaram sobre o relacionamento e ela, enfim, pôde dizer a verdade: não o ama mais, já há um bom tempo, quer a separação definitiva. Não qure mais que ele fique com a chave de casa, quer combinar detalhes de visitas e pensão...
Ele, atônito, observa com lágrimas nos olhos.
E, finalmente, ela disse a verdade. E teve a paz tanto almejada.
Ela, agora livre de mentiras e falsas esperanças, continua seu caminho rumo ao escritório. Seus olhos brilham, seu andar revela a sutilidade de sua felicidade. Sente-se bela, feliz, em paz. E sabe que agora a sua vida vai começar de verdade!
E um novo dia se inicia...
Ela, feliz por notar e perceber que notam seu emagrecimento, veste-se com roupas finas, delicadas - roupas que denotam seu estado de espírito.
Sua pequena está melhor, não teve febre durante a noite, um alívio a mais para o seu coração.
Recebeu atenção especial de um amigo e um livro pra ocupar a mente: Corações Sujos, de Fernando Pessoa. Não vê a hora de deliciar-se nas suas páginas.
Hoje, quarta-feira, sente que o destino lhe reserva boas surpresas. Está se sentindo feliz, como há muito não sentia. Gostando-se mais, afinal, hoje ela é o seu grande amor, sua paixão atual.
Produziu-se para o trabalho, ganhando parabéns e congratulações do chefe sobre o trabalho executado. Conseguiu clientes, um deles muito importante que exige a presença dela, não se importando com o escritório em si.
E ela sorri, lembrando-se de dias outrora tristes, com a esperança renovada e a felicidade de um dia bem vivido.
Seus olhos voltaram a brilhar como antes. Brilham e chegam a faiscar diante da possibilidade de uma nova vida - o novo lhe proporciona ao mesmo tempo um certo temor e uma expectativa de que algo melhor está por vir.
Quanto ao seu coração, ele está quieto, recluso, batendo compassadamente ainda ardendo por quem se foi, mas na certeza de que Deus lhe guia e o que tiver que acontecer, Ele providenciará no tempo certo.
Tranquila, feliz e realizada profissionalmente. Ela sente-se muito bem nesta manhã de quarta-feira. Decidiu viver cada dia com as suas preocupações, lembrando-se da Palavra Sagrada ("A cada dia bastam as suas preocupações"), está feliz hoje. E deixa que O Senhor do Universo lhe prepare o dia de amanhã...
Hoje, especialmente hoje, ela sente falta do seu grande amor...
Questiona o sentimento em si, afinal, tantos anos se passaram, tanta coisa já viveu. Porque continua a pensar nele? Porque continua a amá-lo, mesmo sem nenhuma esperança de tê-lo em seu futuro? Perguntas que vagam na cabeça confusa dela...
E ela não consegue controlar os seus pensamentos...Não, não é uma obcessão, ela trabalha, cuida de sua vida pessoal, preenche seus espaços com saídas e risadas. Mas o que fazer com as lembranças? O que fazer com o barulho do motor da lancha, que teima em permanecer ligado em sua memória, recordando momentos inesquecíveis?
O que fazer com as palavras doces de amor escritas por ele e que não saem da cabeça dela: "nunca esqueça o teu homem, ele nunca esquecerá a mulher dele..." "Te amo, te amo, te amo, nunca vou cansar de dizer o que sinto por você, te amo..."
Ela lembra, agora não mais com saudade, mas com uma ponta de dor, de tristeza, os dias felizes vividos ao lado do grande amor...as brincadeiras infantis, o amor explodindo numa tarde de um dia dois de setembro...os passeios pelo mar, a doçura que era viver amando e sendo amada...doçura que ela pensou ter recuperado...
Foi cerca de um mês de troca de juras de amor, planos de ficarmos juntos pra sempre...palavras que teimam em ecoar na cabeça dela, mulher feita, de trinta anos, bem resolvida, separada de fato, e tentando ser feliz apesar de...
Não, ela não conversa com ninguém sobre seu amor. Teme que a chamem de idiota ou talvez coisa pior, afinal, como acreditar em alguém que está casado e esperando um filho pro final do ano? Mas ela não questiona, o amor é maior...
Ela sabe, sempre vai amá-lo, independente de qualquer coisa. E resolve dar um tempo. Um tempo sim, pra que as coisas se resolvam, pra que a vida tome o seu rumo, pra que a pontinha de esperança possa um dia se tornar realidade...
E que as brincadeiras de amor voltem a acontecer. E as juras diante do mar, amigo antigo, que presenciou boa parte dessa história de amor...Que venham as noites em que dormirão abraçadinhos. Que venham os dias, seguidos pelas noites de amor infindável...Que esses sonhos possam se tornar realidade...
Enquanto isso ela segue o curso de sua vida. Está emagrecendo, cuidando do seu corpo, da sua alimentação. Está também cuidando do lado espiritual. Sem esquecer do humano, ela tem saído, dançado, se divertido...Mas o vazio deixado por ele permanece...por mais que beije outras bocas, nenhuma tem o gosto dele. Por mais que seja acariciada, amada, nada se compara ao amor e ao carinho dele...
E ela segue a vida...com um lindo sorriso nos lábios, e uma dor profunda no coração...
"Será que você ainda pensa em mim? Às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais...teus pelos, teu gosto, teu rosto, tudo que não me deixa em paz..."
Esse final de semana foi ótchemo rs...
Pra início de conversa consegui comprar os benditos remédios! Salve o criador da Fluoxetina!!! Como é bom poder sair daquela fase depressiva! Eu sei que não completamente, afinal, é um tratamento, mas estou hiper feliz de não me sentir mais a mosca que pousou no cocô do cavalo do bandido rs.
Sábado a Gaby amanheceu gripada. Sem febre, mas com o narizinho escorrendo muito...Adri passoou cedo pra perguntar se queríamos ir ao Congresso da Família, achei melhor não, afinal, ela já estava numa recaída e recaídas são mais perigosas que a doença em si.
Fiquei com ela de manhã, brincando - melhor terapia que essa ainda não conheço ![]()
Na hora do almoço Adri apareceu e comprou comida pra todos nós...Gaby fez uma lambança digna de Cleópatra rsrs. Tomou banho de iogurte, comeu frango e batata frita...quer dizer, fingiu que comeu...
Depois do almoço, nos deitamos, e Adri veio me fazer carinho...como é bom se sentir amada, saber-se amada independente de qualquer coisa ou situação...Depois ele teve que ir, voltou ao Congresso...
Á noite, passou de novo pra ver a filha e, tenho certeza, ficar mais perto de mim...mais carinhos, um aviso: "Dri, não quero te usar, tô carente, matando cachorro com psiu rs"...E ele? Adorou ser usado e abusado rsrs Foi muito bom, poder me sentir assim tão desejada e amada. Principalmente com o vazio que Sérgoi deixou...
Adri quase perde a hora de pegar a mãe no aeroporto rsrs, mas foi por uma ótima causa...depois da sessão "memories" rolou uma boa conversa, daquelas que abrem portas ou as fecham definitivamente. No nosso caso, digamos que as portas continuam entreabertas...
Á noite Gaby piorou, quase não consegue dormir...
Domingo amanheceu muito pior, tivemos que levá-la ao PS urgente por indicação do pediatra...mas não adiantou muito, a febre continuou não cedendo e ela passou a madrugada em claro...
Eu? Tô ótima! Com meus remedinhos funcionando perfeitamente, acabei de saber que os advogados do escritório vão passar o reveillon em Pipa (que aliás eu já fui, lindíssima). Estou animada pra ir...
Não vou negar que ainda sinto falta de Sérgio. Uma parte de mim sempre será dele...mas não posso ficar a mercê de uma pessoa que não me dá a mínima...sequer responde os e-mails e telefonemas...tenho que aprender a olhar pra frente e enxergar o que de fato existe diante de mim...por mais duro que possa parecer, Sérgio não me dá pistas de estar nesse futuro...Tomara que eu esteja errada...Mas já decidi por mim: não vou ligar mais, não vou mais procurá-lo. Tenho que cuidar de mim, ficar bem, me tratar, emagrecer mais...
Estou disposta a olhar pra frente e não mais pra trás...e que venha o dia de hoje, com todas as suas vitórias e derrotas!! E o amanhã e depois e depois...
Existem pessoas que fazem parte de algum modo da nossa vida e que são verdadeiros anjos da guarda...eu tenho alguns e gostaria de homenageá-los hoje nesse meu cantinho que ultimamente tem sido só de tristeza...
LU: Amiga fiel de todas as horas...eu sei que ela não é psicóloga, mas que ajuda conversar com ela, ah como ajuda...amiga, saiba que nossas conversas tem sido muito importantes pra mim, viu? Te amo muito!
RÊ: Minha irmãzinha de alma, a gente é muito parecida...ela tá longe agora, sem usar o computador, mas reza sempre por mim, eu posso sentir...brigada amiga por aturar horas e horas de conversas e desabafos sobre minha vida tumultuada...
COLEGAS DE ESCRITÓRIO: Pessoas que eu conheci há pouco mais de um mês, mas que já conseguiram me cativar...
Daniel, com seu sorriso contagiante, seu charme peculiar (que homem lindo rs), suas falas galanteadoras, amigo que já me emprestou o ombro diversas vezes pra que eu chorasse...chegou mesmo a se oferecer como bode expiatório, caso o chefe resolvesse pegar no meu pé. Não tenho palavras pra agradecer tamanha consideração. Só posso ofertar a minha amizade...
Flávio, que com seu geitinho meigo e seus olhos azuis encantadores também já foi meu ombro amigo nas horas difíceis. Outro que já me viu chorar por várias vezes. Cria da casa, me dá vários conselhos especiais, toques de como me comportar perante o novo que é o chefe e o escritório em si. Também sem palavras...
Wojtyla, o chamado papinha rs, que não só tem o nome de Papa (Karol Wojtyla), mas seu coração é do tamanho de um papado...
Bruno, que me faz rir nas horas mais difíceis...
Milena, confidente, choramos juntas pelos grandes amores que se foram...
Isaac, discrição em pessoa, que me dado apoio, mesmo que só com o olhar...
Felipe, que mesmo com medo de mim (ele acha que o paquero rs), não deixa de apoiar, mesmo que só quando eu elogie seu carro novo rs.
Einardo e Camila, que estão de férias, mas que também foram anjos nos momentos que precisei...
Dra. Ligia, a coordenadora do escritório, que está de licença porque fez uma cirurgia...uma mãe anja que encontrei por aqui...
Não tenho palavras pra agradecer a esse pessoal...
DENISE: Amiga querida que me tem tirado de casa e feito ir curtir um pouco a vida...obrigada querida, vc é mto importante...
Estes são alguns dos anjos da minha vida...obrigada a todos...de coração...Amo vcs.
Ela continua triste. Uma tristeza que não tem causa aparente. Sozinha, pensa nas razões que levam o grande amor a permanecer calado...e se encolhe dum jeito como que acariciando-se a si própria...
Sim, ela sente-se só, ela está só...E no escritório quase vazio deixa seus pensamentos a envolverem e seus olhos extravasam o vazio que ela sente...
Sim, mas falemos da vitória dela...conseguiu eliminar 12,800 Kg em dois meses. Vitória merecida, conquistada a cada doce recusado, a cada petisco rejeitado...
Vitória que foi comemorada pela mãe, pelo pai, por ela...mas seu brilho no olhar permanece opaco...e o vazio ainda teima em tomar conta de seu coração...'até quando' ela se pergunta...já com o coração sangrando pela ausência, pelo vazio...
Mais um dia começa...e a luta continua...e o vazio também...que pelo menos este último possa acabar o mais rápido possível!
Lembra de quando a depressão quase lhe tomou a vida: no dia em que, andando pela rua, numa avenida movimentada, viu um ônibus se aproximar perigosamente...e tudo o que conseguiu pensar foi o mesmo 'tanto faz' que agora teima em permanecer na sua mente...Foi questão de segundos, uma decisão que a fez perceber o quão grave era a situação...
Mas ela não quer chegar a esse ponto. Quer lutar, precisa lutar. Senão por ela, senão pelo grande amor (que ainda permanece em silêncio), pela princesinha. Por ela tudo deve valer a pena...por ela não deve haver tanto faz...
E ela segue lutando, sozinha...sentindo-se só, acompanhada de perto pela solidão...
Um texto recebido por e-mail, que me fez pensar em como tenho agido...
"Uma pequena parábola que nos faz refletir sobre a função dos obstáculos e das dificuldades que encontramos na vida
Sentado ao pé de uma árvore, um menino observava atentamente o lento nascimento de uma borboleta.
Há algumas horas ela se esforçava para fazer o corpo passar pela pequena abertura em seu casulo. Até que, num dado momento, pareceu ter ido o mais longe que podia; já não fazia mais nenhum progresso.
Aflito, o menino decidiu ajudar a borboleta. Com uma tesoura, cortou o casulo e a libertou. O corpo do inseto estava murcho e suas asas, amassadas. O menino continuou a observar a borboleta. Estava certo de que, de uma hora para outra, ela sairia voando.
Mas, não foi isso que aconteceu. Na verdade, o bichinho passou o resto da vida rastejando com um corpo fraco e as asas encolhidas. Nunca foi capaz de voar.
O menino só quis ajudar a borboleta. Mas ele não compreendia uma coisa: que era justamente por meio do esforço que o corpo e as asas dela se fortaleciam. Que era desse modo que Deus, em sua sabedoria, a preparava para voar assim que a borboleta deixasse o casulo.
Também nós, muitas vezes, precisamos passar por situações difíceis na vida. Se não fossem os obstáculos, o que nos tornaria fortes?
A vida é assim: pedimos força e recebemos dificuldades para nos fazer fortes; pedimos sabedoria e recebemos problemas para resolver; pedimos coragem e recebemos perigos para enfrentar; pedimos amor e recebemos pessoas com problemas para ajudar; pedimos favores e recebemos oportunidades.
Talvez não recebamos exatamente o que pedimos. Mas sempre temos tudo de que precisamos."
De autor anônimo
Que este dia possa ser melhor que o ontem e o amanhã melhor que o hoje...
ela está cansada. Cansada de tentar acertar e só levar bronca. Cansada de tentar mostrar ao grande amor que não se pode fugir de um sentimento. Cansada de viver nesse marasmo. Cansada de andar pelos corredores do Fórum e não ser reconhecida.
E esse cansaço ela sabe que é início de depressão. Doença que lhe suga as energias, que faz com que ela perca o brilho dos olhos - aquilo que de mais belo ela tem...
Como vencer isso? Como fazer pra que ela não acabe se esvaindo e a vida não se torne mais uma vez uma sucessão de "tanto faz..."?
Médico marcado, nutricionista. Amanhã, pela manhã. Ela sairá da consulta com um agendamento para um psiquiatra. Ela sabe que precisa combater essa depressão...
Mas no momento tudo o que ela quer é chorar...sente o peso do mundo em seus ombros...mas nem chorar ela consegue...quem sabe mais tarde? Depois das quatro audiências, quem sabe?
Pra alega-la só mesmo uma coisa...sim, a pequena, a pricesinha, que com seu geitinho doce e meigo acaba arrancado sorrisos da mãe sempre ao final do dia...

E é por ela que a depressão não poderá jamais vencer, pela filhotinha...só que tá difícil...quem sabe mais tarde?
Não consigo te esquecer...
A minha vida estava tão certinha...tudo nos seus devidos lugares, cômodamente instalado, até que você resolveu atender meu pedido e me escreveu...
E desde então nosso amor explodiu, afinal, 16 anos escondido no meu peito, trancafiado a sete chaves, escondido até de mim mesma, devido a tanto sofrimento...mas nunca deixei de te amar, nem um só momento...
E quando escrevestes aqui que muito havias chorado e que muitas noites haviam se passado em completa solidão, pedidno a Deus que te deissesse onde eu estava, tive a certeza de que nosso amor é especial, pois era exatamente isso que eu fazia também, sem saber que você repetia os mesmos gestos, as mesmas súplicas e banhavas também teu rosto com tuas lágrimas...
Mas, você veio, reacendeu meu amor, fez-me perceber que minha vida não era vida, que nem sequer eu estava sobrevivendo, acomodada num casamento que não me satisfazia em nada e simplesmente sumiste...
E o que fazer agora com essa vontade de você? Onde guardar esse sentimento que escondi por tanto tempo e que agora teima em não querer voltar ao fundo do peito, onde fora guardado por todos esses anos? O que fazer com o amor que sinto por você, Sérgio?
Queria poder dizer que vou conseguir superar, que vou conseguir recomeçar meu casamento de brincadeira, mas não posso.
Não poso mais fingir que minha vida era feliz...não posso mais usar o, agora ex marido, como muleta ante a minha carência...
Quero ser feliz, preciso ser feliz, mereço ser feliz...e minha felicidade é você, meu amor, mô, como costumamos nos chamar...
"Te amo, não me esqueça, o sonho não acabou, eu vou ficar te esperando, não quero dizer adeus"...
Sozinha, nesta noite de quarta-feira, sinto meu peito arder de vontade de você...queria ouvir sua voz, sentir o seu cheiro, te tocar...e onde estás agora? Longe de mim se foi, aquele que tanto amo...volta amado meu, volta que meus braços ainda estão abertos a te esperar...e assim vão permanecer pra sempre...
Saudade, hoje meu nome é simplesmente saudade...
E ainda martela na minha cabeça milhões de porquês...porquê insistes em trilhar sozinho esse árduo caminho? Porque não me deixas participar da tua vida? Medo de me fazer sofrer? O senso de responsabilidade que pesa sobre teus ombros? Deixe-me acompanhar-te, meu amor...sofrimento maior que tua ausência não conheço ainda...
E ao cair da noite, minha esperança se renova...quem sabe ao menos em sonho possa eu te pedir que se comunique comigo de novo? Quem sabe se como no sonho em setembro, você me escute clamando pelo teu amor e resolva me ligar? Continuo esperando, porque o amor me faz agir assim...
E quem duvida do sentimento? sentimento maior que esse? Não sei nem definir...ele definiu bem, parece que jogaram milhares de litros de combustível sobre o nosso amor...ele só aumentou com o passar dos anos....Queira Deus que minhas preces sejam atendidas e que possamos viver na prática do dia-a-dia esse amor quente, gostoso, vivo e sagaz...e provar pro mundo inteiro que existe amor verdadeiro...TE AMO SÉRGIO! Da sempre tua, Tita...
Hoje a saudade bateu mais forte. Saudade da sua voz dizendo que me ama, saudade das nossas conversas no MSN, saudade dos teus olhos nos meus, saudade do teu beijo, do teu corpo, de tudo enfim...
Sim, tenho o amor do marido, mas isso não me completa. Não me sinto feliz, falta um pedaço de mim: VOCÊ.
E o que fazer com essa dor que insiste em permanecer como ferida aberta? E o que fazer com essa vontade louca de gritar teu nome e dizer que basta!
Hoje na missa rezei por você. Rezei pelo nosso amor. Disse a Jesus que eu, na minha opinião limitada de criatura, acho injusto que esse amor tão forte e bonito não possa ser concretizado. Claro que submeti isso a justiça do criador, que tudo sabe e tudo pode. Pedi o impossível aos olhos humanos: que esse amor possa se concretizar...
Eu amo, sou amada e esse amor não se realiza...isso é de fazer qualquer um endoidar...e eu, que em nada sou diferente da maioria dos mortais, me sinto corroer por dentro, ao mesmo tempo que de meus olhos caem lágrimas que ajudam a lavar essa alma dolorida...
Te amo tanto, te quero tanto, sinto tanto sua falta...Porque desististe antes da luta começar? Porque? se queres me poupar de qualquer sofrimento ou ainda me fazer feliz, bem sabes que só posso ser feliz contigo! Sofrimento é cada segundo longe dos teus braços, cada minuto longe do teu olhar, cada momento em que não posso te ouvir falar da sua saudade ou até mesmo dos problemas que iremos enfrentar...Isso é sofrer...isso não é justo!
E ela pensa no seu grande amor...os motivos que levaram a tudo se encaminhar assim...afinal, ela estava disposta a lutar, mas ele desistiu antes mesmo da luta começar...ou será que está protegendo-a? Ou será que...e ela se perde em divagações, pois seu coração bate pensando nELE...
"Eu queroa ver no escuro do mundo, onde está tudo o que vc quer, pra me transformar no que te agrada, no que te faça ver...quais são as cores e as coisas pra te prender, eu tive um sonho ruim e acordei chorando, por isso eu te liguei...será que você ainda pensa em mim...as vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais, teus pelo, teu rosto, teu corpo, tudo, que não me deixa em paz..."
Te amo, grande amor...te quero...muito embora saiba que esse amor e esse desejo, embora compartilhados, estejam longes de se realizar, não posso fingir pra mim mesma que não existem...
E ela deseja do fundo de sua alma que ele pare de lutar contra o amor e se entrgue de corpo e alma ao mais puro sentimento...e suspira profundamente, sentindo arder no peito o amor inesquecível...
Um dia bom. Esse foi o dia dela. Acordou cercada de carinho. O marido veio enquanto ela dormia e preparou-lhe o café. Esquentou um pão, queijo e requeijão, como sabe que ela gosta. Tudo isso regado a flores.
No bilhete o marido escreveu: "Minha Princesa, O café está servido. Tem pão na cesta, queijo e requeijão na geladeira. O Leite já está no lugar. Espero que esteja ao seu gosto. OBS: Não cobramos 10%"
Princesa, foi assim que ela se sentiu...Foi acordada as 10 da manhã, por um telefonema do marido. Ouviu declarações de amor ao telefone, e após esse começo de manhã quase perfeito tomou seu café, deliciando-se com as flores...
Resolveram ir ao shopping trocar um presente da pequena e comprar os presentes para o dia das crianças. E se permitiram andar de mãos dadas, como namorados. E o marido estava cheiroso, gostoso de abraçar. E riram felizes, escolhendo sandálias e brinquedos. Ela se permitiu tomar um shake de ovomaltine do Bob´s, ele não ousou comentar. Ela comeu também um pacotinho de confettis. Delicioso! Que saudades ela estava de um chocolate...
Foram então para casa da sogra, onde se encontrava a pequena. Ela não consegue esquecer o brilho do olhar da filha ao ver o pequeno Barney de pelúcia, comprado por eles. A pequena gritava pulando "Barney, Barney"...e eles sorriram mais uma vez...
Foram também ao grupo de oração, onde rezaram juntos. Ela, que já tinha se despedido do grande amor, rezou por ELE. E entregou seu sentimento nas Mãos de Deus. E assim também o fez em relação a falta de sentimento para com o marido. E chorou, chorou muito, durante a oração. Teve uma visão, Jesus em pé diante dela, com suas Mãos postas em sua cabeça lhe disse "Eu te amo mais que qualquer homem jamais será capaz de ter amar". E ela chorou mais uma vez...
Conversou um pouco com a coordenadora do grupo, explicou sobre o grande amor, sobre a falta de sentimentos em relação ao marido e os problemas que levaram o casamento a atual crise. Conversa curta, tamanha complexidade do assunto. Ficou para outro dia.
Resolveram levar a pequena a Beira Mar, para um passeio, com direito a batata frita, suco de laranja e pula-pula. E sorriram juntos mais uma vez ao ver o fruto do amor que já existiu pulando, sorrindo, gargalhando, deliciando-se com pequenos pedaços de batata frita...
A noite já havia caído, quando decidiram ir pra casa. Ela, cansada, pediu ao marido que ficasse com o carro para que pudesse pegar o leite na casa da sogra. Ele não questionou e assim o fez.
Ela trocou-se, vestiu a pequena e passaram a bagunça no quarto - ritual noturno pré-adormecimento...E ele chegou, encontrando a bagunça em seu auge. Sebtou-se a beirada da cama, sabendo que não poderia participar daquela cena. E juntos, colocaram a pequena para dormir...o que se seguiu é até difícil de se explicar...
Ele agradeceu o dia e declarou-se mais uma vez:"meu amor por você é maior do que eu pensava ser...estava como que adormecido até ser chacoalhado por essa crise, por esse tempo...eu te amo mais do que você possa imaginar...eu te amo, dorme escutando essas palavras..." E fez carinho nela por um bom tempo, mexendo em seus cabelos, afagando seu rosto, como outrora costumava fazer...
E conversaram mais uma vez. Ela relatou sua falta de sentimento "como seria mais fácil sentir...". Ele pediu um tempo, disse que o sentimento vai ser conquistado, que ela esperasse...E ele ouviu pacientemente sobre a carência dela...Contudo, ela não quis se extender no assunto, por medo de magoar-lhe ainda mais o coração. "Te considero muito, não posso fazer isso com você...tem coisas que é melhor você sequer ouvir...só saiba que eu quero muito sentir, quero muito me apaixonar novamente por você"...
Ela chorou mais uma vez. Não teve como resistir ao ver os olhos do marido encherem-se de lágrimas ao dizer que a amava, ainda mais, muito mais do que quando casaram-se. E ao ver a agústia dela por não sentir, ele declarou "por enquanto, eu amo por nós dois"...
E abraçaram-se na cama. Ao lado a pequena dormia. Ele propôs rezar por ela, o que de pronto ela aceitou, afinal, oração nunca é demais...Ele rezou com autoridade. Renunciou ao passado dele, pediu a Deus que a libertasse e que desse a ela o que ela desejava...que prova de amor essa dele...mesmo sabendo que ela não o amava, ele pediu a Deus que concedesse a ela a felicidade por ela almejada...Ele teve a visão de cacos de vidro se quebrando. Deus não deu o entendimento...quiçá fossem os cacos do passado...mas não é hora ainda de saber o que isso significa...
E assim acabou o dia. Ele beijou-a na testa, repetindo palavras doces de amor. Ela se sentiu mais uma vez acolhida, amada, amparada. "Amanhã podemos ir a praia, o que acha?" Perguntou ele. Ela fez que sim com a cabeça...a mesma cabeça que se questionava "porque eu não consigo amá-lo como ao grande amor?" Pergunta que ficará sem resposta, eis que o grande amor sumiu, desapareceu, sequer se deu ao trabalho de atender-lhe o telefonema de adeus...
One more fine day...e que venha o amanhã...
O tempo no casamento está sendo ótimo. Me sinto feliz, amada, acarinhada pelo marido.
Mas afinal o que não é o tempo? O que não faz o tempo? Me fez perceber que aquele grande amor não é mais o mesmo...afinal, uma das partes desistiu antes mesmo da luta começar. Uma pena. Um amor bonito, puro, cristalino, que deixará boas lembranças, mas que não será realizado pela simples desistência dELE.
Te amo sim, mas me amo primeiro. E se não retornas as ligações e sequer os e-mails e mensagens que te deixo, meu amor-próprio fala mais alto.
Sinto muito, meu grande amor, mas aqui termina a nossa história. Que vc seja feliz, onde quer quer vc esteja. Eu vou fazer a minha parte. Tenho uma pessoa que me ama, de verdade, e está disposto a recomeçar. Deixarei o tempo curar as feridas desse nosso reencontro. E, porque não, esse mesmo tempo cuide também de devolver o amor que um dia senti por quem hoje sofre por mim.
Sejamos felizes, grande amor. Embora separados por um desejo seu. Busquemos a felicidade, mesmo longe um do outro. E, se dizem que o amor é eterno, até a eternidade...Um grande beijo, sem mágoas ou ressentimentos, de quem um dia te amou, que teria coragem de lutar por esse amor e que vai te amar pra sempre, muito embora o tempo de lutar já tenha terminado.
E els conversaram mais uma vez...ela disse ao marido tudo o que pensava, sem pudores. E fez o marido entender que precisava conquistar sua amizade, antes de tentar reconquistar o amor...E a conversa fluiu naturalmente e no final ela se deixou roubar um beijo...beijo longo, profundo, quase uma declaração de amor...E ela sentiu-se amada, desejada, acarinhada...tudo o que precisava. Afinal, estava se sentindo só, carente.
E falaram dos planos de um cinema no sábado, com direito a bastante pipoca. E ele falou em esticar num motel, para poderem variar um pouco. Ela adorou o cinema, mas o motel ficará para outra ocasião. E planejaram o dia das crianças da pequena princesa, regado a pula-pula, pipoca e algodão-doce.
Ele comentou sobre uma promoção: agora seria coordenador de uma escola, notícia que muito agradou a ela, afinal, esse é um dos motivos da separação, sua falta de iniciativa no trabalho.
E que venha o cinema, com direito a muita pipoca. No dia em que ela resolveu deixar que o seu grande amor decida sobre o futuro, neste dia em que ela dirigiu-se a ele apenas para dizer que se ele quisesse falar-lhe poderia lhe ligar, resolveu dar uma chance ao marido. Tão carinhoso e paciente.
E que venha o cinema...
Todos agora querem conversar com ela. A família dele não entende. Os amigos, dizem que têm medo dele fazer uma besteira.
E ela? Como está encarando tudo isso? Com muita serenidade, um pouco triste, é bem verdade. Gostaria de poder contar com um ombro que agora se nega a aparecer...seria tão mais fácil com o teu apoio...
Mas, mesmo assim, ela já deciciu. O marido sairá de casa hoje. Hoje ela já dormirá sozinha, pois a pequena ficará na casa da avó.
Mudanças um tanto quanto drásticas, mas que trazem a paz ao coração dela. Coração que só se ressente de não ser aquecido pelas doces palavras dELE...
"Aonde está vc agora além de aqui dentro de mim?..."
Enfim, ela decidiu. Decidiu pela vida, decidiu por ela mesma.
Pediu ao marido um tempo. Pediu pra que ele passasse um tempo na casa da mãe dele. Ouviu dele vários porquês, que ele não conseguiria viver sem ela e a pequena, que ele vai reconquistá-la.
E ela? Como se sentiu ela tomando essa decisão, já adiada pelo menos há dois anos? Ela está em paz, tranquila, serena. Sabe que sua decisão nada tem haver com a figura do passado, que nem sabe sequer se existe hoje.
Mas sim, ela quer viver, quer amar e ser amada. Talvez não como nas histórias de princesas, mas como na vida real: espelha-se no amor dos seus pais, que a cada dia cresce.
Como diria uma grande amiga virtual, que certamente ficará decepcionada e triste com essa decisão dela, o que importa não é a paixão, o amor de princesas, mas sim um companheiro que compartilhe os momentos da vida...Só que isso ela também não encontrava nele. Eles não conversavam mais, não namoravam, não se entendiam. Ela estava bem quando ele não estava em casa, pois quando ele estava eram só cobranças em lugar de conversas..."tomou o remédio?" ; " comeu o que?"; recebeu dinheiro?"...
Não, ela não tinha um companheiro. Sequer um amigo, que pudesse conversar. Aliás, conversar era coisa rara, que quando faziam era sempre sobre os problemas, nunca sobre amenidades ou quaisquer outras coisas.
E ela decidiu. E agiu. E está em paz. Curtindo seu momento de solidão. Como será daqui pra frente? Só o tempo irá dizer...
Racionalmente a decisão é muito fácil.
Optar por investir numa relação já amadurecida, onde o marido ama incondicionalmente, a ponto de ouvir sobre os sentimentos dela sobre outro e só amá-la, protegê-la, acarinhá-la seria o mais correto. E o mais óbvio também. E é o que ela está tentando desesperadamente fazer.
Mas, o que fazer com o sentimento? Essa coisa que insiste em perguntar tantos porquês, em saber que horas ELE entrará na NET, em saber se ELE vai responder os e-mails e torpedos já mandados...O que fazer com esse amor, que não, não é de princesas, é real, foi real, e ainda arde no peito?
Sei que vai cicatrizar, que passa...já ouvi isso de muita gente que me tem um carinho especial.
Mas não quero que cicatrize como da outra vez, há 16 anos atrás, quando cicatrizou sem um final, como uma história de amor incompleta, inacabada.
Preciso descobrir o que houve, até para que possa realmente cicatrizar. Por isso, se VOCÊ ler, não tenha medo. Eu só quero saber...eu preciso saber...eu tenho esse direito...
A dor? Insiste em permanecer dilacerando esse coração de menina-mulher.
Pior? Só a depressão que resolveu se instalar por dentro. Tomou conta dela por inteiro, levando-a a não ter mais vontade de nada...nada a atrai, nada a satisfaz...
Mas, como dizem as amigas queridas, isso passa...ennquanto isso ela vai curtindo a fase, depressiva, dormindo como nunca dormiu antes e chorando como há 16 anos atrás...
Ela acordou cedo. Mimada pelo marido, café na cama. Beijos quente sabor café, seguidos por pequenos beijinhos da pequena.
Foram a Missa, rezaram por eles, um pelo outro, por cada um em si.
Depois, de volta a casa, ela não conseguia se entreter com coisa alguma. Deitou-se, enquanto a pequena saboreava um pirulito e o marido fazia o almoço.
Resolveram então aceitar um convite para um banho de piscina, na casa dos padrinhos da pequena. Caranguejada de dar inveja a qualquer apreciador do pequeno crustáceo.
Mas ela não conseguia não pensar. Ela não conseguia não sentir. Optou por assistir televisão no quarto do casal - "tenho que manter a cabeça ocupada", pensou ela.
Uma amiga veio conversar. E enfim, pôde desabafar com alguém que já passara por experiência semelhante...E ouviu conselhos de que "vai passar", e chorou mais uma vez...
Já em casa, ela se permitiu dormir, entregue a vontade de não fazer nada. MSN? só na opção aparecer offline. Não quer conversar, não quer se abrir. Está doída, e se permite o direito de ficar reservada.
Agora, já perto das seis da tarde, vai ter que elaborar a prova de seus alunos. Ah, alunos...queridos seres que fazem de sua vida um pouco mais alegre...
Tudo isso sem esquecer de ver nos e-mails se existe alguma resposta, alguma explicação...E assim passou o dia...
E assim passará os dias que se seguirão, até que consiga curar essa ferida aberta, agora exposta, como carne viva, sangrando, doendo, machucando...Quando será? Bem que ela gostaria de saber...
Não é fácil, não está sendo fácil passar por tudo isso.
A menina deixou-se iludir novamente. Consome-se, mais uma vez, pela dor da perda. E chora. Chora por se ter deixado iludir. Chora por não conseguir ainda amar seu marido como devia. Chora pelo vazio que insiste em permanecer no lugar do amor. E chora...
E durante a oração, Jesus se mostrou em um túnel. "Não tenha medo, pode passar, Eu estarei contigo". Confio em ti Senhor! Preciso estar em Teus braços, pois não está sendo fácil. Sensação de vazio, tristeza, desamparo...
E a menina-mulher sabe que ainda terá muitas noites de choro pela frente. Sozinha, chora diante do computador, a dor da perda, ou melhor, a dor de uma reperda, se é que isso é possível.
Tudo o que ela quer é esquecer, mas só consegue lembrar...os olhos, a troca de olhares...a frustração...o silêncio...
E ela espera que tudo passe...que a dor possa novamente cicatrizar, como já havia feito há 16 anos atrás....
Que o gosto salobro de suas lágrimas lavem o seu coração e possam trazer boas novas. Novas de verdade, porque infelizmente, o passado ficou pra trás.
O tão esperado reencontro durou tão somente um momento de troca de olhares.
E foi o suficiente pra nos trazer a realidade.
As crianças, já crescidas, tomaram rumos de vida diferentes. A atração ainda existe e creio o amor também. Afinal, foram um do outro num momento especial de suas vidas. Ninguém jamais lhes extirpará as lembranças daquele amor juvenil.
Mas a realidade se mostra clara e presente. Nenhum sinal, sequer responde os telefonemas ou mensagens. Ela chegou a pensar no pior, um acidente, quem sabe? E chorou, como quando criança...
Mas bastou uma conversa pelo MSN para esclarecer que nada demais havia acontecido. Apenas o passado pertencia ao passado. E ela sorriu, percebendo que era sim feliz no presente.
Então, com essa percepção, ela dirigiu-se ao marido, amor compartilhado de 4 anos, que deu fruto uma menina linda e meiga, doce e carinhosa, como o amor deles.
E conversaram como nunca haviam feito. E se permitiram falar, inclusive da vontade de separação. Escutaram um ao outro e decidiram se amar. O nome do passado, de ambos, foi lembrado. Nada foi excluído dessa conversa. E ela, em paz, teve uma noite linda de amor com seu marido. Amou e foi amada como merece, sendo prioridade.
Quanto ao passado? Deixemo-no para trás, com as lembranças ternas de adolescentes de mar, céu e mix de azuis...